Caminhos do Amor - Apresentação performática do Quarteto Clássimus e Convidados

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Mais artistas

“Quanto maior a dignidade dos anjos na hierarquia celestial, menos palavras eles pronunciam; de modo que o mais elevado de todos pronuncia uma única palavra” (Areopagita)

Acreditando que esta palavra seja “amor”, e com o intuito de percorrer os desdobramentos desse sentimento tão inexprimível, o Quarteto Clássimus, a mezzo-soprano Luciana Bueno e os bailarinos Irupé Sarmiento e Marcos Novais, sob direção de Mauro Wrona, apresentam obras que provocam emoções singulares e que têm como referência o amor. Nasceu assim, o “Caminhos do Amor”, título ‘emprestado’ de uma série de três duetos com piano de Johannes Brahms; “Weg der Liebe”.

O espetáculo foi construído a partir de obras que vão, ao longo de sua execução, evocando no público o amor filial, o amor à natureza, o amor de almas gêmeas, o amor desesperado, o amor passional, o amor de amigo, o amor que muda de humores, o amor maternal, o amor a Deus.No repertório constam obras escritas, recriadas ou transcritas para o quarteto, que trazem ao público a riqueza sonora dessa formação, em um contexto que vai além do padrão de recital tradicional.
Com uma nova abordagem de concerto e músicas de épocas e estilos diferentes, nascida da inquietação da pianista e compositora Zélia Marão diante do padrão de “concerto erudito” e da necessidade de interligar várias linguagens, o grupo propõe aproximar grandes mestres da música erudita a consagrados compositores da música popular, mesclando em seu repertório temas dos dois universos, com requinte e originalidade.
O formato do espetáculo sensibiliza e promove a interação com o público presente, ao reconhecer no repertório temas musicais do seu cotidiano.

Em “Caminhos do Amor”, o Quarteto Clássimus incorpora a voz humana através da presença da mezzo-soprano Luciana Bueno, e se utiliza de uma refinada linguagem imagética para mostrar que o mesmo ponto de ligação entre os gêneros musicais existe também entre a música e a dança. Sendo assim, ao longo da execução das obras, os bailarinos Irupé Sarmiento e Marcos Novais mostram com movimentos corporais a mesma sensibilidade emotiva possível na música.